Receita con­tra­ria tri­bu­nais supe­ri­o­res e cobra IRPF sobre ren­di­men­tos de VGBL na suces­são por morte

A Receita Fede­ral publi­cou solu­ção de con­sulta que deter­mina a tri­bu­ta­ção de parte de plano de pre­vi­dên­cia pri­vada VGBL em caso de morte do titu­lar. O enten­di­mento, da Coor­de­na­ção­Ge­ral de Tri­bu­ta­ção (Cosit), é de que incide Imposto de Renda (IRPF) sobre os ren­di­men­tos rece­bi­dos por her­deiro — ape­nas sobre o prin­ci­pal há isen­ção.

O posi­ci­o­na­mento mani­fes­tado, segundo espe­ci­a­lis­tas, res­tringe a apli­ca­ção da isen­ção do IRPF pre­vista pelo artigo 6º, inciso VII, da Lei nº 7.713, de 1988. Pelo dis­po­si­tivo, ficam isen­tos do Imposto de Renda “os segu­ros rece­bi­dos de enti­da­des de pre­vi­dên­cia pri­vada decor­ren­tes de morte ou inva­li­dez per­ma­nente do par­ti­ci­pante”.

O crime do deve­dor con­tu­maz é con­tra a con­cor­rên­cia

Até 2018, o con­tri­bu­inte que decla­rasse cor­re­ta­mente os tri­bu­tos por ele devi­dos, e, toda­via, dei­xasse de pagar o valor decla­rado, não come­tia crime. A cri­mi­na­li­za­ção do ina­dim­ple­mento con­tu­maz de tri­bu­tos pró­prios adveio da incor­reta inter­pre­ta­ção juris­pru­den­cial de que o ICMS, embu­tido no preço do bem ou do ser­viço, seria uma forma de tri­buto cobrado, porém não reco­lhido ao ente.